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APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS
As características específicas das células estaminais mesenquimais (CEM), incluindo o seu potencial de multiplicação  e a sua capacidade de diferenciação em vários tipos celulares como osso, cartilagem e gordura tornam estas células uma ferramenta muito útil na medicina regenerativa.
Está documentado que após aplicação sistemática, estas células possuem a capacidade de se integrar em vários tecidos e órgãos permanecendo estáveis por longos períodos de tempo. Quando se realiza a infusão das CEM no sangue periférico, estas têm também a capacidade de migrar para o local que tem a lesão.
As lista das aplicações terapêuticas ainda não é extensa. No entanto, há já reportes da sua utilização com sucesso na:
  • aceleração da reconstituição da hematopoiese (“reconstrução” do sistema sanguíneo) em doentes após quimioterapia ou radioterapia
  • atenuação da doença do enxerto contra o hospedeiro (rejeição do transplante) após transplante de células estaminais hematopoiéticas  
  • Osteogenesis imperfecta (fortalecendo a estrutura dos ossos e ajudando na reparação das fracturas)
  • AVC
  • Diabetes tipo I
  • reparação de lesões a nível do rim, músculo e pulmão
  • promoção da angiogenese
  • tratamento de feridas crónicas ao nível da pele
  • aceleração da cicatrização de feridas em que é realizado um enxerto conjunto com CEM e epiderme diminuindo o risco de amputação
A vantagem da armazenagem das CEM a partir do cordão umbilical prende-se com o facto de a quantidade deste tipo de células diminuir com a idade e com a evolução da doença ou lesão. Desde a nascença aos 80 anos, o número de CEM diminui até cerca de 50%.
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