Quais as aplicações terapêuticas?

Há mais de 40 anos que são usadas células estaminais adultas em medicina, nomeadamente da medula óssea e, mais recentemente, do sangue do cordão umbilical, em doenças como leucemias, anemias ou linfomas. As células do tecido do cordão umbilical ainda não são uma rotina nas unidades de transplantação. No entanto, são vários os estudos e ensaios a decorrer nomeadamente em Portugal e que comprovam a potencialidade destas células.

O transplante de células estaminais hematopoiéticas é um procedimento já estabelecido para patologias adquiridas e congénitas do sistema hematopoiético, bem como doenças do sistema imunitário e doenças metabólicas. Anualmente são disponibilizados relatórios, baseados nas informações fornecidas por vários centros de transplantação, que fornecem dados sobre o número e tipo de transplantes com células estaminais efectuados. Devido ao elevado número de centros, a compilação de toda a informação é morosa e por isso a sua disponibilização não é imediata. A análise ao longo de vários anos permite afirmar que desde 2009 se tem vindo a verificar um aumento do número de transplantes totais, usando células estaminais, realizados na Europa. Só de 2011 para 2012 foi verificado um aumento de 6 %.

Anualmente são efectuados mais de 30 000 transplantes, sendo mais de 50 % realizados em contexto autólogo. As aplicações mais comuns neste contexto são no mieloma múltiplo, linfoma não-Hodgkin e em doenças auto-imunes. As aplicações mais comuns, em contexto alogénico, são as leucemias, seguidas de neoplasias linfóides, tumores sólidos e doenças não-malignas.

50,3% Mieloma múltiplo (12013)
29,3%% Linfoma não-Hodgkin (6043)
 9,8% Linfoma Hodgkin(3039)
 2,4% Leucemias (1529)
 2,3% Neuroblastoma (769)
 1,9% Tumores sólidos (387)
 1,5% Tumores de células germinativas (195)

1% Sarcoma de Ewing (98)
1,2% Doenças autoimones (49)
0,1% Outros (25)
0,1% Sarcoma dos tecidos moles (12)
 0,1%Cancro da mama (6)
0,1% Doenças não malignas (3)

36% Leucemia mielóide aguda (6100,56)
16% Leucemia linfoblástica aguda (2711,36)
15% Sindrome mieloproliferativo displástico/neoplasia mieloproliferativa (2541,9)
8% Linfoma Não-Hodgkin (1355,68)
 5% Anemia aplástica (847,3)
 4% Distrúrbios das cálulas plasmáticas (677,84)
 2% Leucemias linfoblástica crónica (338,92)
3% Imunodeficiência primária (508,38)

3% Leucemia mielóide crónica (508,38)
3% Linfoma Hodgkin (508,38)
 1% Talassémias/Anemia falciforme (508,38)
1% Doenças metabólicas hereditárias (169,46)
1% Outros (169,46)
0,3% Tumores sólidos (50,838)
0,1% Doenças autoimunes (16,946)