Perguntas frequentes

CÉLULAS ESTAMINAIS

O que são células estaminais?

As células estaminais são células indiferenciadas que têm a capacidade de se diferenciarem nos vários tipos de células adultas que compõem o nosso organismo.

Como podemos classificar as células estaminais?

As células estaminais podem ser classificadas, segundo a sua origem, em dois grandes grupos: células estaminais embrionárias e células estaminais adultas.

As células estaminais embrionárias existem numa fase inicial do desenvolvimento embrionário, 3 a 5 dias após a fertilização do ovo (blastocisto), anterior à sua implementação na parede do útero. Estas células levantam uma série de questões éticas, relacionadas com a clonagem e, como tal, a Cytothera não manipula este tipo de células.

As células estaminais adultas são células que se encontram em tecidos diferenciados e especializados e que têm a capacidade de promover os processos de regeneração dos tecidos do nosso organismo onde se encontram presentes.

Que tipo de células estaminais podemos encontrar no cordão umbilical?

As células do cordão umbilical são células estaminais adultas, com o potencial de se diferenciarem em células da linhagem hematopoiética e linhagem mesenquimal.

As células estaminais hematopoiéticas, isoladas a partir do sangue do cordão umbilical, são células com a capacidade de se diferenciar em células da linhagem sanguínea (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas) e são geralmente utilizadas em doenças do foro sanguíneo, ou seja, de um modo global, anemias, leucemias e linfomas.

As células estaminais mesenquimais, isoladas a partir do tecido do cordão umbilical, apresentam um elevado potencial de multiplicação e capacidade de diferenciação em vários tipos celulares, como pele, osso, músculo, cartilagem, tecido nervoso e tecido adiposo, o que as torna uma ferramenta muito útil na medicina regenerativa e no tratamento de doenças inflamatórias e auto-imunes.

Quais as fontes de células estaminais adultas?

Como fontes de células estaminais adultas destacam-se a medula óssea, mucosa nasal, sangue periférico, córnea, retina, polpa dentária, fígado, pele, tracto gastrointestinal, pâncreas, tecido adiposo e notoriamente o tecido do cordão umbilical e o sangue do cordão umbilical.

Se podemos encontrar células estaminais adultas numa série de fontes, qual a necessidade de isolar e criopreservar as células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical?

Os processos de recolha das células estaminais provenientes do sangue e/ou tecido do cordão umbilical são completamente não invasivos, indolores e não representam qualquer risco, quer para a Mãe, quer para o recém-nascido.

As células do sangue/tecido do cordão umbilical criopreservadas constituem uma fonte imediata em caso de necessidade, não estando associadas às dificuldades da longa, e muitas vezes infrutífera, procura de um dador compatível. Esta vantagem aumenta a probabilidade de sucesso terapêutico, uma vez que as hipóteses de progressão da doença são minimizadas.

Em caso de transplante, o risco de rejeição e de doença do enxerto “versus” hospedeiro (GVHD) é eliminado por se tratarem de células do próprio dador.

São células mais puras e primitivas e, pelo facto de ainda não estarem expostas a factores ambientais, a probabilidade de terem sofrido alterações no seu ADN (por exemplo causadas pela radiação solar e toxinas) é menor.

Porquê criopreservar as células do vosso filho?

A principal razão porque se criopreservam as células é por questões de compatibilidade. De um modo simples, as células do próprio indivíduo não serão sujeitas a rejeição por esse mesmo indivíduo. Assim, as células criopreservadas poderão ser sempre utilizadas sem problemas de compatibilidade pelo próprio e têm boas probabilidades de aplicação em familiares próximos.
O método de recolha das células estaminais do sangue e/ou tecido do cordão umbilical é não invasivo, tanto para a mãe como para o bebé.

Quais as principais diferenças entre as células do sangue e as células do tecido do cordão umbilical?

CÉLULAS ESTAMINAIS CÉLULAS ESTAMINAIS HEMATOPOIÉTICAS (CEH) CÉLULAS ESTAMINAIS MESENQUIMAIS (CEM)
PRINCIPAIS FONTES Sangue do Cordão Umbilical (SCU)
e medula óssea.
Tecido ou matriz do cordão umbilical (TCU)
e medula óssea.
CAPACIDADE DE DIFERENCIAÇÃO As células do SCU têm a capacidade
de se diferenciar em células de linhagem sanguínea
(glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas).
As células do TCU têm a capacidade
de se diferenciar em células precursoras de cartilagem,
osso, tecido adiposo, pele, músculo e tecido nervoso, entre outras.
APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS

Imunodeficiências e doenças hemato-oncológicas

• Leucemias agudas e crónicas
• Síndromas mielodisplásicos
• Doenças linfoproliferativas
• Doenças metabólicas
• Doenças auto-imunes

Doenças cardíacas

• Enfarte do Miocárdio
• Insuficiência Cardíaca
• AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais)
• Lesões na Medula Espinal
• Regeneração de osso
• Regeneração de cartilagem
• Osteogenesis Imperfecta
• Diabetes tipo I
• Doença do enxerto “versus” hospedeiro

CAPACIDADE DE MULTIPLICAÇÃO/ EXPANSÃO Até à data, ainda não há um método
válido que permita a multiplicação
e expansão destas células.
As CEM são células indiferenciadas,
com uma capacidade de proliferação/multiplicação,
muito elevada.
NÚMERO DE APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS As células do SCU geralmente
permitem uma única aplicação terapêutica.
As CEM permitem várias aplicações terapêuticas,
dada a sua grande capacidade de multiplicação
COMPATIBILIDADE Compatibilidade no próprio e elevada probabilidade de compatibilidade em familiares directos. No próprio, familiares directos
e “familiares não directos”. Estas células são
muito imaturas imunologicamente e, como tal,
a compatibilidade entre familiares próximos
é muito elevada e o risco de rejeição,
aquando de uma situação de transplante,
é muito reduzido.

Qual a probabilidade de vir a utilizar as células estaminais?

As células estaminais permitem a utilização autóloga (no próprio indivíduo) ou heteróloga (em outros indivíduos).

Um transplante bem-sucedido requer que o doente e o dador possuam correspondência entre os tipos HLA (Antigénios de Leucócitos Humanos).

A possibilidade de utilização das células estaminais em irmãos ou mesmo familiares próximos do bebé, desde que tenham compatibilidade HLA adequada, origina um aumento da probabilidade das utilizações terapêuticas.

Já existem várias aplicações reconhecidas pelo Grupo Europeu de Transplantes de Sangue e Medula, o que significa que já foram efectuados transplantes em número suficiente de doentes para permitir comprovar a eficácia deste tipo de transplantes. Segundo a Fundação "Parents Guide Cord Blood" a probabilidade de utilização das células estaminas em caso de doença do foro sanguíneo situa-se em 1/5000 para o caso de uma criança com 10 anos em que as células são doadas. No caso de transplante de células estaminais do próprio em tumores sólidos hereditários a probabilidade é de 1/10.000. Segundo esta instituição a probabilidade de utilização de células estaminais aumenta consideravelmente com o aumento da idade. De acordo com os vários especialistas, a probabilidade de utilização de células estaminais aumenta consideravelmente com o aumento da idade.

É necessário realizar análises ao sangue materno no período pós-parto?

No dia do parto será recolhido sangue materno, que será enviado para a Cytothera, juntamente com o kit, e por este motivo não é obrigatório o envio de análises pós-parto. O sangue materno irá ser analisado por tecnologia PCR, o que permitirá fazer o despiste da amostra relativamente ao HIV I, HIV II, Hepatite B e Hepatite C, e por quimioflurescência o que permitirá fazer o despiste da Sífilis. Poderão igualmente ser realizados outros testes que derivam da análise de risco efectuada ao questionário materno.

LABORATÓRIO

Qual a principal vantagem do método de processamento do tecido do cordão umbilical utilizado pela Cytothera?

No tecido de cordão umbilical existe uma mistura muito heterogénea de células estaminais, entre as quais podem ser encontradas as células mesenquimais. A Cytothera isola e purifica este tipo de células que são minoritárias e representam menos de 0,1% da totalidade das células presentes no tecido do cordão. O isolamento das células estaminais do tecido do cordão umbilical é efectuado através de um processo de digestão enzimática que permite libertar do tecido as células estaminais mesenquimais. Após o processo de digestão, é obtida uma cultura com vários tipos de células. Esta cultura é purificada durante um período de tempo em que todos os outros tipos de células são eliminados, permanecendo apenas as células estaminais mesenquimais. O processo é considerado bem sucedido quando forem atingidos 3 milhões de células estaminais, sem que tenha sido detectada qualquer tipo de contaminação bacteriana ou fúngica.

Este método permite garantir que serão criopreservados no mínimo 3 milhões de células mesenquimais com um grau de pureza superior a 98%, que estão livres de contaminação microbiológica e que cumprem com todos os critérios de ISCT (International Society of Celluar Therapy). Uma vez que as células já estiveram em cultura celular, a Cytothera pode garantir que quando for necessário multiplicar as células para aplicação terapêutica estas estarão aptas e irão multiplicar-se com sucesso.

O tecido do cordão umbilical é constituído por diferentes tipos de células - células endoteliais, células musculares, fibroblastos, linfócitos, adipócitos, macrófagos, mastócitos e plasmócitos -, sendo que entre elas podem encontra-se as CEM. Estas células são designadas por células de suporte por serem responsáveis pela manutenção e renovação dos tecidos mesenquimais adultos. Apresentam igualmente efeitos imunossupressores quando transplantadas, diminuindo as reacções de rejeição por parte do organismo receptor.

Estas características tornam este tipo de células muito importantes em aplicações de terapia regenerativa de tecidos lesados (lesões causadas por queimaduras, AVC, enfartes, entre outros) e como adjuvantes em transplantes de células hematopoiéticas (de medula óssea ou de sangue de cordão umbilical).

Quais os critérios que devo valorizar na selecção do laboratório de criopreservação das células estaminais?

A escolha do laboratório de criopreservação das células do seu filho deve ser uma decisão informada e que deve ter em conta os seguintes questões:

  • A empresa de criopreservação tem laboratório próprio ou subcontrata o serviço?
  • O laboratório é autorizado pela Direcção-Geral da Saúde?
  • O kit esta registado pelo Infarmed?
  • O laboratório disponibiliza uma cobertura de aplicação terapêutica passível de ser utilizada na aplicação das células do sangue e do tecido do cordão umbilical?
  • A amostra criopreservada nos tanques criogénicos é uma amostra composta apenas por células estaminais ou é uma amostra que depois de congelada para aplicação terapêutica será necessário proceder ao isolamento das células estaminais?
  • O pagamento é feito só depois da confirmação do sucesso da criopreservação, ou logo após o inicio do processamento sem que tenha a informação do sucesso da criopreservação?

Qual o processo desde a recepção do Kit no laboratório até à criopreservação das células estaminais?

Recepção do Kit
O kit é identificado através do código de barras único e é efectuada a verificação da documentação que deverá ter sido preenchida pelos Profissionais de Saúde, aquando da recolha do sangue e/ou tecido do cordão umbilical. Na recepção do Kit é verificado o bom acondicionamento da amostra, o tempo decorrido desde o nascimento e toda a documentação preenchida pelos Pais e Profissionais de Saúde. Só após este processo, e desde que sejam cumpridos todos os critérios de aceitação de kits, a amostra poderá seguir para processamento.

Processamento
Todas as amostras são processadas em Salas Limpas (Classe B, ISO 6) e em câmaras de fluxo laminar (Classe A, ISO 5). Estes ambientes são controlados a nível de partículas viáveis e não viáveis, de forma a evitar qualquer tipo de contaminação do material em processamento.

Processamento do Sangue do Cordão Umbilical (SCU)
O processamento do SCU é efectuado por centrifugação da amostra, permitindo a sua separação em 3 fracções: O plasma, os glóbulos vermelhos e a fracção contendo as células estaminais hematopoiéticas. A esta última fracção é adicionado um criopreservante, que impedirá a destruição das células aquando da sua criopreservação.

Processamento do Tecido do Cordão Umbilical (TCU)
Após a descontaminação inicial do tecido do cordão umbilical, este é fraccionado e sujeito a uma digestão enzimática que permitirá a desagregação do mesmo e a libertação das células que o constituem. Esta suspensão celular é depois purificada permitindo obter no final um concentrado celular rico em células estaminais mesenquimais. A estas células é por último adicionado um criopreservante que, tal como no caso das células estaminais hematopoiéticas, vai proteger as células aquando a sua criopreservação.

Criopreservação e Armazenamento das Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical
As células estaminais do sangue do cordão umbilical são armazenadas numa crio-bolsa (25ml) e em 2 criotubos. Estes servirão para efectuar testes de diagnóstico ou para a eventualidade futura da possível expansão/multiplicação das células estaminais hematopoiéticas.

A crio-bolsa é colocada no interior de uma cassete metálica que é selada e etiquetada com o código de barras único que acompanha todo o processo.

Criopreservação e Armazenamento das Células Estaminais do Tecido do Cordão Umbilical
As células estaminais do tecido cordão umbilical são armazenadas em 4 criotubos que, após expansão celular, poderão ser aplicadas em terapia celular.

Após o isolamento das células, inicia-se o processo de criopreservação com descida controlada da temperatura (4ºC a -150ºC).

A criopreservação é um processo de congelação a temperaturas criogénicas (normalmente recorrendo a azoto líquido). Para que o processo seja mais eficaz e a recuperação e viabilidade das células criopreservadas após descongelamento seja a melhor possível, torna-se essencial o seu isolamento a partir do tecido original e a sua preservação a temperaturas abaixo dos -150ºC.

Após esta operação, as amostras são mantidas em tanques na fase de vapor do azoto líquido durante o tempo de duração do contrato ou até serem requisitadas, evitando assim a possibilidade de contaminação cruzada das amostras.

Como posso ter acesso aos resultados dos testes que vão ser feitos ao sangue e ao tecido do cordão umbilical do meu bebé?

Depois do início do processamento a Cytothera entrará em contacto com os Pais após 2 a 4 semanas, para informar o resultado da criopreservação.

As células do meu bebé estão armazenadas em segurança?

Os equipamentos de criopreservação estão ligados a uma rede de distribuição de azoto líquido que é automaticamente accionada quando necessário. Além disso todos os equipamentos críticos são geridos através de uma unidade suplementar de fornecimento de energia ininterrupta e estável que permite manter os equipamentos em funcionamento quando ocorre alguma falha na rede pública de energia. O Laboratório da Cytothera dispõe ainda de um sistema de monitorização com alarmes que são accionados sempre que as condições dos equipamentos sofram alguma alteração que possa ser crítica para as amostras. As instalações do Laboratório estão também equipadas com um sistema de detecção de incêndios, bem como um centro de acessos a todas as áreas do laboratório, que se encontram vigiadas por câmaras e seguranças 24 horas por dia.

O que acontece caso as células do meu bebé não poderem ser armazenadas?

A principal razão para o insucesso do armazenamento das células estaminais hematopoiéticas, isoladas a partir do sangue do cordão umbilical, deve-se ao volume de sangue recolhido ser insuficiente.

A principal razão para o insucesso do armazenamento das células estaminais mesenquimais, isoladas a partir do tecido do cordão umbilical, deve-se à possível contaminação microbiológica naturalmente presente no cordão umbilical.

Após o processamento e isolamento das células, os resultados são partilhados com os Pais e só após a confirmação de sucesso da criopreservação será efectuado o pagamento do serviço. Casos os resultados não se encontrem de acordo com os parâmetros definidos pela Cytothera, e as células não possam ser criopreservadas, não será solicitado qualquer pagamento aos Pais.

A quem pertencem as células estaminais do cordão umbilical armazenadas?

A amostra é propriedade da Criança encontrando-se sujeita à exclusiva administração dos seus representantes legais até à maioridade ou emancipação desta, nos termos da lei.

Quanto tempo podem estar armazenadas as células do sangue e/ou tecido do cordão umbilical?

A Cytothera disponibiliza o serviço de criopreservação de células estaminais durante o período de 25 anos.

No entanto, existem células humanas criopreservadas, como espermatozóides ou células da medula óssea, que se mantêm viáveis por dezenas de anos, desde que o processamento e o congelamento sejam feitos de forma adequada.

O que acontece se precisar de usar as células estaminais armazenadas?

Em caso de necessidade de utilização terapêutica das células estaminais armazenadas para efectuar algum tipo de intervenção médica, o Representante Legal da Criança ou a própria, caso seja maior de idade, terá que enviar por escrito o pedido de requisição das células criopreservadas, acompanhado de prescrição médica assinada pelo Médico responsável pelo transplante.

É da responsabilidade da Cytothera disponibilizar as amostras criopreservadas até ao local pretendido, desde que seja em Território Português e que o documento de Requisição de Células Estaminais esteja devidamente assinado pelo Representante Legal da Criança e pelo Profissional de Saúde responsável pela intervenção à qual se destinam as células estaminais.

A Cytothera garante uma comparticipação no valor máximo global e agregado de até 20 000 € (vinte mil euros) nas despesas inerentes a utilizações de amostras de Células Estaminais ou do sangue e/ou do tecido em contexto autólogo ou alogénico para o núcleo familiar restrito, limitado aos pais e irmãos, desde que a utilização se destine ao tratamento das patologias referidas no contrato.

O que acontece às células estaminais do meu bebé no caso da Cytothera cessar a sua actividade?

Em caso de falência ou cessão de actividade é da responsabilidade da Cytothera contratar terceiros para executar qualquer serviço a que esteja obrigada por força do contrato estabelecido com os seus clientes, ficando o laboratório contratado responsável pela prestação durante o período acordado no contrato, ou seja, 25 anos, sendo sempre solicitada a autorização aos Pais no caso de necessidade de transferência das amostras para outro depositário.

As células estaminais do meu bebé podem ser utilizadas por ele e quem é que mais pode usar as células?

As células podem ser utilizadas pelo próprio ou núcleo familiar restrito. Desde que apresente compatibilidade suficiente para as receber, pode usar as células estaminais armazenadas. A aplicação da amostra tem que ter sempre o consentimento do Representante Legal da Criança, ou do próprio, se este já tiver atingido a maioridade.

As células estaminais serão sempre compatíveis com o seu dador. No entanto, se a doença que originou a necessidade de tratamento for uma doença genética, as células criopreservadas irão conter essa informação. Contudo a criopreservação continua a ter interesse  do ponto de vista médico, pois o dador pode vir a sofrer de uma doença não genética e, como tal, passível de ser feita uma aplicação terapêutica.

Quais as diferenças entre um banco público e o banco familiar Cytothera?

CYTOTHERA BANCO PÚBLICO
Tipos de Serviço Criopreservação de células do sangue e do tecido do cordão umbilical Só são criopreservadas células do sangue cordão umbilical
Propriedade das Células As células são propriedade dos Pais, ou do próprio quando atingir a maioridade As células são doadas ao Estado e não são propriedade do dador, ou seja, o dador não terá direitos de utilização
Custo do Serviço Os Bancos Privados disponibilizam o serviço de processamento por um determinado período, sendo cobrado aos Pais um valor pelo mesmo A doação não tem qualquer custo associado, deixando as células de ser propriedade dos Pais

Quais as garantias de que a Cytothera trabalha sobre elevados padrões de exigências e qualidade?

A Cytothera oferece aos pais 2 serviços de criopreservação de células do sangue e do tecido do cordão umbilical sempre com elevados padrões de qualidade.

No caso da criopreservação das células do sangue do cordão umbilical conseguimos garantir que da amostra recolhida no parto são recuperadas 98% das células estaminais hematopoiéticas. Pelo facto de ter recuperações celulares tão elevadas, a Cytothera oferece um único serviço de criopreservação de células do sangue, não oferecendo a possibilidade aos pais de escolherem 2 tipos de criopreservação das células estaminais do sangue.

No caso da criopreservação das células do tecido do cordão umbilical, a Cytothera garante sempre no final da criopreservação um número mínimo de 3 milhões de células do tecido do cordão umbilical. O processamento do tecido do cordão umbilical é sempre efectuado com vista à criopreservação apenas de células mesenquimais. Desta forma, estamos a garantir que não ficará comprometida a aplicação terapêutica em caso de necessidade.

Os estudos científicos comprovam que o isolamento e purificação das células do tecido do cordão umbilical devem ser efectuados antes da criopreservação, permitindo que em caso de necessidade e após descongelamento das células para aplicação terapêutica não ocorram resultados inesperados como contaminações pré-existentes que comprometem a aplicação terapêutica.

A Cytothera tem um banco de Backup?

A Cytothera não tem nenhum acordo com banco de backup, uma vez que em caso de falência do banco de backup poderá comprometer contratualmente todos os clientes Cytothera.

A legislação portuguesa obriga a que todas as empresas  de criopreservação estabeleçam contacto, em caso de falência, com um banco de criopreservação que irá ser responsável pela manutenção das amostras criopreservadas pelo tempo contratado pelo cliente.

A Cytothera consegue garantir os resultados obtidos pela a sua área de Controlo de Qualidade Laboratorial?

Por forma a comprovar os resultados das análises efectuadas ao seu Controlo de Qualidade, a Cytothera efectua controlos externos de qualidade desde o início de 2011. O controlo é efectuado pela empresa UKNEQAS, uma organização não lucrativa com mais de 40 anos de experiência a nível internacional. Esta é uma ferramenta extremamente importante para a avaliação de desempenho do laboratório, garantindo uma maior segurança, rigor e confiabilidade nos nossos resultados, sendo adicionalmente um elemento fundamental no processo de melhoria contínua.

KIT CYTOTHERA

Qual a composição do Kit Cytothera BABY, CORD e PLUS?

Após adesão ao serviço Cytothera é enviado aos Pais um Kit composto pelos seguintes elementos.

Uma para para os pais com a seguinte documentação:

  • Duas cópias do Contrato de Prestação de Serviço
  • Consentimento Informado
  • Questionário Materno
  • Carta dirigida aos Pais, explicativa de todo o processo.

Uma pasta para o profissional de saúde com a seguine documentação:

  • Procedimento de Colheita e Acondicionamento; 
  • Relatório de Colheita (Folha que deve ser preenchida pelo Profissional de Saúde que irá fazer a recolha do sangue e do cordão umbilical);
  • Etiquetas de código de barras com o Código de Identificação Único para identificação do copo de recolha e/ou do saco de sangue.

Material necessário à recolha do Sangue e do Tecido do cordão umbilical:

  • Saco estéril para recolha do sangue do cordão umbilical contendo anticoagulante, acondicionado em embalagem protectora de alumínio; 
  • 1 saco de plástico contendo: 1 saqueta de compressas estéreis; 2 pinças umbilicais estéreis e 1 frasco de 10 ml de iodopovidona dérmica (desinfectante);
  • 2 bolsas de refrigeração instantâneas;
  • 1 saco de plástico contendo 1 toalha de papel absorvente;
  • 1 sistema de recolha de sangue materno;
  • 1 frasco estéril de recolha do cordão umbilical (aplicável no kit Cord e kit Plus).

Como adquirir um Kit Cytothera?

  1. Os Pais devem adquirir o kit de recolha do sangue e/ou do tecido a partir das 32 semanas de gestação. O kit pode ser adquirido pela linha gratuita (800 20 41 41), por email para cytothera@cytothera.pt, formulário de adesão no site, em farmácias ou parceiros da Cytothera.
  2. A Cytothera entrega o kit na morada indicada pelos Pais.
  3. Dentro do kit está a documentação que deve ser preenchida pelos Pais e pelo Profissional de Saúde que acompanha a gravidez e reenviada para a Cytothera antes do nascimento.
  4. No dia do parto os Pais devem levar o kit para o hospital e informar a Equipa Médica que pretendem realizar a criopreservação das células estaminais.
  5. No momento do parto é feita a recolha do sangue e do tecido do cordão umbilical pelo Profissional de Saúde.
  6. Após a recolha, o kit é colocado junto à Mãe, devendo os Pais ou outro familiar próximo contactar a Cytothera (800 20 41 41) para solicitar o levantamento do kit, indicando o Hospital, o nº do piso e o nº do quarto.
  7. O levantamento do kit é efectuado até 24 horas após o contacto, em Portugal Continental e Ilhas.
  8. Duas a quatro semanas após a recolha, a Cytothera entra em contacto com os Pais para os informar do resultado do processamento.
  9. A Cytothera envia aos Pais o Certificado com o resultado da criopreservação e a factura para pagamento.
  10. Os Pais efectuam o pagamento do serviço.

O kit Cytothera está registado no INFAMED?

Sim o kit Cytothera está registado no INFARMED, com o registo 011/DM/2014.

Quanto tempo antes do parto deve comprar o Kit de recolha?

A Cytothera aconselha os Pais a contactar os seus serviços a partir das 32 semanas para garantir que toda a documentação necessária seja devidamente assinada antes do parto e que, atempadamente, sejam esclarecidas todas as dúvidas referentes ao processo.

Como é efectuado o processo de recolha do sangue e tecido do cordão umbilical?

O processo de recolha é simples. A prioridade durante o parto é assegurar a saúde e o bem-estar do bebé e da Mãe. A partir do momento em que essa prioridade está assegurada, o Profissional de Saúde pode iniciar o processo de recolha do sangue e/ou tecido do cordão umbilical.

Após remover o bebé, introduz-se a agulha do saco de recolha na veia umbilical do cordão umbilical, desta forma, o sangue é recolhido por gravidade para o saco de recolha. De salientar que o sangue do cordão pode ser colhido antes ou depois da placenta ter sido expulsa. Depois de recolher o sangue do cordão umbilical o saco deve ser agitado para que o sangue se misture com o anticoagulante (este procedimento deve ser sempre efectuado para que não se formem coágulos no seu interior que possam interferir no isolamento das células mesenquimais), corta-se a maior fracção possível de cordão umbilical e coloca-se no frasco estéril previamente rotulado.

O Kit precisa de refrigeração?

A composição do Kit Cytothera permite manter um intervalo de temperatura adequado, entre os 4º e os 24º. A verificação destas temperaturas é possível já que o Kit Cytothera contêm no seu interior um mecanismo que regista continuamente os valores de temperatura a que a amostra é sujeita desde o nascimento do bebé até ao seu processamento no nosso laboratório.

O que acontece no caso de ter gémeos?

No caso de ter gémeos, a Cytothera recomenda a colheita do sangue e do tecido de cada um dos cordões umbilicais de forma a garantir a compatibilidade para cada uma das crianças. Além disso, consegue-se deste modo preservar um maior número de células estaminais. São, por isso, necessários tantos kits de recolha quanto o número de bebés.

Se eu já tiver guardado as células estaminais de um filho, devo fazer o mesmo com o seguinte?

Cada indivíduo é único e, apesar da compatibilidade entre irmãos poder ser elevada, a única forma de garantir que todos os seus filhos têm uma amostra 100% compatível, é guardar as células de cada um deles. Além disso, quanto mais amostras da mesma família estiverem guardadas, maior a probabilidade de cada uma delas poder ser usada pelo próprio ou num familiar próximo.

DIA DO PARTO

Se o meu parto for prematuro posso guardar as células do meu bebé?

O processo de recolha pode sempre ser realizado. No entanto, a decisão final é sempre do Profissional de Saúde que assiste ao parto.

No dia do parto como fazer para enviar o Kit para o laboratório Cytothera?

É imprescindível que os pais levem o Kit de recolha para o Hospital no dia do parto.

Após o nascimento do bebé e recolha do sangue e/ou tecido do cordão umbilical, o Profissional de Saúde entregará o Kit aos Pais que deverão contactar a Cytothera para a marcação da recolha através da linha gratuita 800 20 41 41, disponível 24h por dia.

A recolha do Kit é da responsabilidade de Cytothera e é efectuada no período máximo de 24h após o contacto dos Pais.

A colheita de sangue e do tecido do cordão umbilical é prejudicial ao bebé? A equipa médica pode deixar o cordão umbilical pulsar até ao fim?

A colheita do sangue e do tecido do cordão umbilical não interfere nem com a saúde da mãe nem do bebé, podendo mesmo esta ser realizada, caso os pais assim o entendam, após o fim do pulsar do cordão umbilical.

Existe alguma relação entre o volume de sangue do cordão umbilical recolhido, o comprimento do tecido do cordão umbilical e o número de células estaminais?

A Cytothera recomenda que a recolha do sangue e do tecido do cordão umbilical sejam feitas sempre tendo em conta que deve ser recolhido o máximo possível de sangue e tecido do cordão umbilical.

Quanto maior a quantidade de sangue e tecido do cordão umbilical recolhido mais células estaminais conseguirão ser utilizadas, contribuindo assim para que a amostra criopreservada seja mais rica em células estaminais e por isso com mais hipóteses de sucesso em caso de necessidade de aplicação terapêutica.

PAGAMENTO

O que acontece caso o sangue e tecido do cordão umbilical não sejam recolhidos?

Caso não seja possível proceder à recolha do sangue e tecido do cordão umbilical deverá ser apenas efectuado o pagamento do Kit, cessando o contrato de prestação de serviços com a Cytothera. Caso o serviço contratado seja sangue e tecido e só um dos processamentos tiver sucesso, só será pago o serviço prestado.

Os testes e análises efectuados ao sangue materno e à amostra de sangue e tecido do cordão umbilical estão incluídos no preço?

Todos os testes efectuados, quer ao sangue materno como à amostra de sangue e tecido do cordão umbilical recolhido estão incluídos no preço da criopreservação. Não serão solicitados em nenhum momento pagamentos adicionais ao valor da criopreservação.

APLICAÇÃO TERAPÊUTICA

Quantas vezes é que a amostra de células estaminais armazenada pode ser utilizada?

Na aplicação terapêutica de células estaminais são vários os factores a ter em conta na escolha da quantidade de células que devem ser aplicadas, nomeadamento peso, idade do paciente e estádio da doença.

Por esse motivo não será possível prever a quantidade de aplicações terapêuticas necessárias, uma vez que implicará sempre por parte da Equipa Médica uma análise criteriosa para escolha da dosagem ideal para cada paciente.

O que é e como funciona a cobertura para aplicação terapêutica?

Já existem aplicações terapêuticas?